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    Gestão de Pessoas

    Saber fracassar é uma habilidade subestimada

    A maior parte dos profissionais passa a carreira tentando ser excelente. E está tudo bem com isso — exceto pelo fato de que, no meio do caminho, a gente aprende a evitar tudo que nos expõe ao fracasso. Preferimos continuar no que já dominamos, aprimorando o que já fazemos bem, e fugimos de qualquer experiência

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    Silvia Salles

    Ex-gestora da Floco, agência de marketing da Tailor · 18/06/2025

    Saber fracassar é uma habilidade subestimada

    A maior parte dos profissionais passa a carreira tentando ser excelente. E está tudo bem com isso — exceto pelo fato de que, no meio do caminho, a gente aprende a evitar tudo que nos expõe ao fracasso.

    Preferimos continuar no que já dominamos, aprimorando o que já fazemos bem, e fugimos de qualquer experiência em que possamos parecer iniciantes, inseguros ou amadores.

    Mas a ciência e a prática mostram outra coisa: passar pelo desconforto de errar pode ser exatamente o que você precisa para se tornar melhor no que já é bom.

    O fracasso como estímulo ao aprendizado

    Diversas pesquisas em neurociência mostram que a frustração associada a um desempenho ruim ativa mecanismos cerebrais poderosos. Esses mecanismos estimulam aprendizado, criatividade e motivação — principalmente quando estamos fora da zona de conforto, tentando algo que nos desafia.

    Assumir esse desconforto com intenção e maturidade amplia o nosso repertório, fortalece a inteligência emocional e desenvolve resiliência. É nesse atrito que muitas vezes surgem os maiores saltos de crescimento.

    Assumir a incompetência (temporária) pode ser estratégico

    Parece contraditório, mas é verdade: ser confrontado com a própria limitação pode aumentar o engajamento naquilo que você já domina.

    Por exemplo, um líder que se aventura a aprender uma nova linguagem de programação, mesmo sem ser da área técnica, ganha mais empatia com sua equipe, aprende a perguntar melhor e fortalece sua capacidade de tomar decisões estratégicas com base em realidades que antes desconhecia.

    Ambientes seguros para errar geram crescimento

    Essa lógica não vale só para indivíduos. Times e organizações também crescem quando aprendem a tratar o erro com maturidade.

    Ambientes de confiança — onde falhas não são punidas, mas analisadas com responsabilidade — geram mais inovação, mais autonomia e mais evolução. São nesses contextos que times experimentam, testam, ajustam, criam.

    Líderes maduros não protegem suas equipes do desconforto. Eles conduzem o time por ele com segurança e propósito.

    Desconforto produtivo

    Sim, errar vai ser desconfortável. Mas esse é o desconforto produtivo — aquele que te leva a questionar, investigar, aprender e crescer.

    Se você está sempre confortável, é sinal de que está sempre no mesmo lugar.

    A habilidade de fracassar bem — com intenção, reflexão e propósito — pode ser um dos seus maiores diferenciais de crescimento.

    #Tailor Executive Search#executive search#liderança#carreira

    Sobre o autor

    Silvia Salles

    Ex-gestora da Floco, agência de marketing da Tailor

    Publicou artigos no blog da Tailor Executive Search quando era gestora da Floco, agência de marketing contratada pela Tailor.

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