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    Liderança Executiva

    Todo CEO tem pontos cegos, mas os melhores sabem enxergá-los a tempo

    Mesmo os CEOs mais preparados enfrentam um desafio silencioso, mas decisivo: os blind spots — pontos cegos que não são percebidos, mas que influenciam diretamente a performance de toda a organização. Essas falhas de percepção não são aleatórias. Segundo o estudo “Seeing CEO Blind Spots” (McKinsey, 2025), elas evoluem conforme a maturidade da liderança, como

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    Silvia Salles

    Ex-gestora da Floco, agência de marketing da Tailor · 25/11/2025

    Todo CEO tem pontos cegos, mas os melhores sabem enxergá-los a tempo

    Mesmo os CEOs mais preparados enfrentam um desafio silencioso, mas decisivo: os blind spots — pontos cegos que não são percebidos, mas que influenciam diretamente a performance de toda a organização.

    Essas falhas de percepção não são aleatórias.

    Segundo o estudo “Seeing CEO Blind Spots” (McKinsey, 2025), elas evoluem conforme a maturidade da liderança, como se a jornada de um CEO fosse dividida em estações. Entender essas fases é essencial para mitigar riscos, crescer de forma sustentável e manter uma visão estratégica clara.

    1. Início de mandato (Spring / Summer): O excesso de confiança

    Nos primeiros meses de liderança, é comum que o CEO entre com energia, ambição e o desejo de transformar a organização rapidamente.

    O estudo mostra que, nessa fase, muitos líderes:

    • Superestimam sua capacidade de mudar a cultura;
    • Subestimam o esforço necessário para mobilizar pessoas;
    • Confundem visão com execução.

    É uma estação marcada pelo otimismo, mas também pelo risco de decisões aceleradas, desalinhamentos culturais e perda de apoio interno.

    1. Meio de mandato (Fall): A perda gradual do senso de urgência

    Ao entrar no meio do ciclo, a principal armadilha é outra: acomodação estratégica.

    Segundo a McKinsey, é nesse momento que muitos CEOs:

    • deixam de renovar ambições,
    • perdem o ritmo de inovação,
    • confi am demais no que já funcionou,
    • deixam o negócio entrar em “piloto automático”.

    Com isso, a visão deixa de inspirar, e o crescimento começa a estagnar.

    Esse é o blind spot mais perigoso porque é silencioso: nada está dando errado… mas nada novo está sendo criado.

    1. Fase final (Winter): Proteção do legado e risco de miopia estratégica

    Ao se aproximar da reta final, muitos líderes começam a proteger demais o próprio legado.

    Nessa estação, os riscos mais comuns são:

    • foco excessivo no curto prazo,
    • aversão a riscos,
    • dificuldade em tomar decisões impopulares,
    • resistência à sucessão.

    É um período em que a clareza estratégica pode se perder facilmente, justamente quando o futuro da organização deveria ser mais bem preparado.

    O que distingue os melhores CEOs?

    A conclusão central da McKinsey é direta:

    Os melhores CEOs não são os que erram menos, são os que enxergam seus blind spots rápido o suficiente para corrigir o rumo.

    E mais: CEOs de alta performance superam seus pares em todas as etapas da jornada, não apenas no início ou no fim. Isso significa que o diferencial não está na estação, mas na capacidade contínua de:

    • diagnosticar,
    • ajustar,
    • evoluir.

    Liderança é um ciclo e requer consciência permanente

    A metáfora das estações resume bem a jornada: nenhum líder permanece eternamente no auge, mas todos podem desenvolver a capacidade de reconhecer onde estão, e o que precisam ajustar.

    Liderança não é um título, e sim um exercício constante de:

    • consciência,
    • autodiagnóstico,
    • autodesenvolvimento.

    A pergunta final é: Em qual estação você está e quais blind spots ainda não enxergou?

    #Tailor Executive Search#executive search#liderança#carreira

    Sobre o autor

    Silvia Salles

    Ex-gestora da Floco, agência de marketing da Tailor

    Publicou artigos no blog da Tailor Executive Search quando era gestora da Floco, agência de marketing contratada pela Tailor.

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