Liderança Executiva
O que os melhores CEOs do Brasil têm em comum?
O que os melhores CEOs do Brasil têm em comum? Todos os anos, a lista da Forbes com os melhores CEOs do Brasil desperta curiosidade. Os setores mudam, os contextos econômicos também, mas uma pergunta permanece: o que diferencia, de fato, esses líderes? Em 2025, a lista reúne executivos de realidades muito distintas, da indústria

O que os melhores CEOs do Brasil têm em comum?
Todos os anos, a lista da Forbes com os melhores CEOs do Brasil desperta curiosidade. Os setores mudam, os contextos econômicos também, mas uma pergunta permanece: o que diferencia, de fato, esses líderes?
Em 2025, a lista reúne executivos de realidades muito distintas, da indústria pesada da WEG ao varejo de alta rotatividade da Petz, passando por serviços, imobiliário, mídia e consumo. Ainda assim, ao analisar mais de perto suas trajetórias, decisões e discursos, fica claro que o sucesso desses CEOs não está apoiado apenas em tecnologia, transformação digital ou inteligência artificial.
Há padrões mais profundos – e menos óbvios – que conectam essas lideranças.
A seguir, destacamos três traços em comum entre os melhores CEOs do Brasil, identificados a partir da análise da lista da Forbes 2025.
- Centralidade nas pessoas como estratégia de negócio
Em um mercado onde tecnologia virou commodity, o verdadeiro diferencial competitivo voltou a ser humano.
Os CEOs mais bem avaliados da lista compartilham uma visão clara: resultados sustentáveis são consequência direta de pessoas engajadas. Não se trata de um discurso abstrato sobre “cultura”, mas de decisões concretas que colocam colaboradores e clientes no centro da estratégia.
Edgard Corona, CEO da Smart Fit, resume bem essa lógica ao afirmar que:
“O lucro é resultado da combinação entre colaborador motivado e cliente satisfeito.”
Esse tipo de liderança entende que:
- Engajamento não é um tema de RH, mas de estratégia;
- Clima organizacional impacta diretamente eficiência, inovação e crescimento;
- Performance financeira e bem-estar não são forças opostas, mas complementares.
Não por acaso, essas empresas conseguem escalar sem perder identidade, algo cada vez mais raro.
- Mentalidade de atleta para lidar com pressão e complexidade
Outro padrão recorrente entre os melhores CEOs do Brasil é a mentalidade de atleta.
Muitos deles têm histórico no esporte ou mantêm a disciplina física como parte central da rotina. Mas o ponto não é o esporte em si, e sim o que ele ensina: preparação, resiliência, constância e capacidade de lidar com pressão.
Ana Célia Biondi, CEO da JCDecaux, descreve essa relação de forma direta ao refletir sobre sua vivência esportiva:
“Aprendi a ser humilde, a levar a virada e a virar o jogo. É uma escola de vida.”
No contexto da liderança executiva, essa mentalidade se traduz em:
- Tomada de decisão sob pressão sem perder clareza;
- Capacidade de atravessar ciclos adversos sem romper a cultura;
- Consistência de performance no longo prazo, não apenas picos pontuais de resultado.
Em um ambiente de negócios cada vez mais volátil, esse preparo emocional e mental faz diferença real.
- Profundidade operacional aliada à visão estratégica
Ter visão de longo prazo é fundamental. Mas, para esses CEOs, estratégia sem profundidade operacional não se sustenta.
Os líderes mais bem avaliados da Forbes conhecem o negócio no detalhe. Eles entendem processos, operações, gargalos e o “chão da fábrica”, seja ele literal ou simbólico.
Augusto Martins, CEO da JHSF, sintetiza essa postura ao afirmar:
“Não é possível tocar de ouvido… é preciso descer até o chão e colocar a mão na massa.”
Essa profundidade permite:
- Decisões estratégicas mais realistas;
- Menor distância entre discurso e execução;
- Maior credibilidade interna junto às equipes.
Em tempos de crescimento acelerado, esse tipo de liderança evita que a estratégia vire apenas um PowerPoint bem desenhado.
O que esses padrões revelam sobre a liderança atual?
A análise da lista da Forbes 2025 mostra que os melhores CEOs do Brasil não são definidos apenas por inovação tecnológica ou ousadia estratégica. O que os conecta é algo mais complexo:
- Liderar pessoas com intenção;
- Sustentar alta performance emocionalmente;
- Entender o negócio em profundidade, da estratégia à execução.
São líderes que combinam visão humana, preparo pessoal e domínio operacional, três ativos difíceis de copiar e ainda mais difíceis de desenvolver.
Em um mercado cada vez mais competitivo, essas características ajudam a explicar por que alguns executivos conseguem gerar resultados consistentes, enquanto outros ficam pelo caminho.
Sobre o autor
Silvia Salles
Ex-gestora da Floco, agência de marketing da Tailor
Publicou artigos no blog da Tailor Executive Search quando era gestora da Floco, agência de marketing contratada pela Tailor.
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