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    Liderança Executiva

    Especial Tailor | Roger Agnelli

    O executivo que multiplicou o valor da Vale em mais de 20 vezes em 10 anos de gestão, elevando a empresa à segunda maior mineradora do mundo.

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    Equipe Tailor

    · 18/03/2021

    Especial Tailor | Roger Agnelli

    Quem foi Roger Agnelli, o polêmico ex-presidente da Vale que multiplicou o valor da empresa em mais de 20 vezes.

    Em março de 2021, mês em que completam cinco anos da trágica morte de Roger Agnelli, publicamos o primeiro Especial da Tailor ao longo de cinco dias. Nada mais justo aquele que é considerado por muitos o maior executivo da história do Brasil e comandou a maior empresa privada do país, por gloriosos 10 anos.

    Nesse especial contamos um pouco de quem foi Roger Agnelli e da trajetória do executivo que em 2011 tinha salário estimado em 15 milhões de reais e elevou a Vale ao patamar de segunda maior mineradora do mundo. Agnelli faleceu aos 56 anos, em um trágico acidente de avião em 2016.

    Perfil:

    Natural de São Paulo – SP. Nascido em 3 de maio de 1959. Faleceu em 16 de março de 2016. Foi casado por quase 30 anos com Andrea (falecida no mesmo acidente). Dois filhos, João e Anna (falecidos no mesmo acidente). Graduado em economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Carreira de mais de 20 anos no grupo Bradesco. Mais de 10 anos de Vale. Empresário por cinco anos com empreendimentos.

    A chegada à Vale:

    Cria do Bradesco, Agnelli trabalhou por mais de 20 anos na instituição. O Bradesco compra parcela significativa da Vale, após a privatização da CVRD. Agnelli ocupava o cargo de CEO da Bradespar. Assume então a presidência do conselho da Vale aos 37 anos. Em julho de 2001 é nomeado CEO da Vale. A Vale era uma empresa essencialmente brasileira. Estava rankeada como 8ª maior mineradora do mundo. O valor de mercado da companhia era de 7 bilhões de dólares na época.

    A era Roger na Vale:

    2001 - Agnelli assume como CEO da Vale. 2003 - A Vale se torna a maior empresa privada da América Latina. 2005 - A Vale se torna a primeira empresa brasileira a obter o investment grade. 2006 - A Vale compra a canadense Inco, a maior aquisição já feita por uma empresa da América Latina. 2007 - A Vale passa de quarta para segunda maior mineradora do mundo. 2008 - A Vale é a única empresa da América Latina listada no Carbon Disclosure Leadership Index. 2009 - A Vale lança a pedra fundamental dos projetos de carvão Moatize, em Moçambique, e de pelotização em Omã. Roger Agnelli é considerado um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. 2008 - A Vale passa a valer 200 bilhões (valia 7 bilhões em 2001). 2011 - Em 10 anos de gestão de Roger Agnelli, ações da Vale se valorizam 1.583%. 2012 - Agnelli é eleito 4º melhor CEO do mundo pela Harvard Business Review.

    A estrela brilhante de Roger:

    No mercado, todos diziam que Roger Agnelli tinha uma estrela brilhante. Sua posse no comando da Vale coincidiu com a alta histórica do preço do minério de ferro, que chegou a bater em 130 dólares a tonelada. Agnelli deixou a mineradora justo no último trimestre em que a tonelada do minério superava a casa dos 100 dólares. Daí em diante passou a despencar.

    Roger desistiu de uma evoluída negociação de compra da Xstrata, dias antes da conclusão do negócio. Pouco depois estourou a crise bancária americana, que atingiria fortemente uma Vale descapitalizada pela compra, se tivesse ocorrido.

    Uma das melhores tacadas de Roger foi a aquisição da canadense Inco, que rendeu bons resultados para a companhia.

    Os novos Vales de Roger:

    Ao deixar a companhia, Agnelli seguiu os conselhos de Mário Teixeira, executivo do Bradesco e seu mentor, e foi viver a vida. Pegou a família e foi passar uma temporada na Itália, onde fez curso de culinária e se entregou a viagens pelo Mediterrâneo, regadas a passeios de iates e charutos.

    Em seguida foi a Boston, estudar no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Retornou aos palcos do mundo corporativo como empreendedor, fundando e administrando a AGN Participações, que além dos ativos da B&A Mineração, em sociedade com o BTG Pactual, avaliava mais de 100 projetos.

    A menina dos olhos de Roger sempre foi a África. Mas infelizmente a estrela do executivo se apagou, antes que pudesse deixar sua marca, também, naquele continente.

    Agnelli morreu em uma queda de avião em São Paulo no dia 19 de março de 2016. O avião era de propriedade de Agnelli. Além dele morreram o piloto Paulo Roberto Bau, sua esposa Andrea Agnelli, os filhos João Agnelli e Anna Carolina, o genro Parris Bittencourt e a namorada do filho de Agnelli.

    A aeronave decolou do Aeroporto Campo de Marte em São Paulo às 15h20min, com destino ao Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro, caindo três minutos após a decolagem. A família viajava para um casamento do sobrinho de Agnelli.

    #Roger Agnelli#Vale#executivo#liderança#mercado

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