Pandemia "tira de cena" os viciados em trabalho

A pandemia levou trabalhadores e empresas a refletirem sobre a necessidade de um equilíbrio melhor entre o trabalho e outros aspectos da vida, evitando assim o adoecimento e as perdas de produtividade. Em entrevista para o Diário do Comércio, Bruno da Matta Machado, nosso Diretor Executivo, destacou que a pandemia impôs uma relação mais transparente e franca entre líder e equipe, desmontando velhos artifícios de comando e controle utilizados pelas empresas, especialmente a partir da adoção massiva do home office:

Já vínhamos falando disso antes da pandemia, mas ainda era um discurso bastante dissociado da prática na maioria das empresas. Na pandemia as empresas precisaram cuidar efetivamente dos seus colaboradores. E entre os profissionais houve uma grande reflexão. As pessoas estão valorizando mais onde e com quem estão gastando o seu tempo. ‘Workaholic’ tinha virado um adjetivo, um comportamento valorizado pela empresa. O home office mudou essa dinâmica. Quando tiramos o físico e o elemento visual de pseudo-trabalho, começamos, de fato, a fazer o que é essencial dentro do tempo combinado. O teatro corporativo perdeu o palco. Vejo isso partindo da liderança. Se meu chefe virava a noite, eu imitava o comportamento. Se ele muda, a equipe muda também. Tiramos os mecanismos de controle e surgiram adultos capazes de se autogerenciar. O papel da liderança é dar condição para a sua equipe ser adulta, gerando mais produtividade e resultados no fim do dia.

Confira.

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