O papel do recrutador mudou drasticamente com o passar dos anos. Enquanto vários recrutadores entram nesse mercado para contribuir com a construção de dream teams para as empresas e para que os melhores talentos e executivos encontrem seu trabalho dos sonhos, muitos headhunters acabam vivendo o pesadelo do Burnout. De acordo com uma pesquisa do LinkedIn, a área de recursos humanos tem a quinta maior taxa de turnover. Além disso, sabe-se que 90% das transições de carreira dos profissionais dessa área acontecem ainda no primeiro ano de atuação. Afinal, quais são os principais desafios dessa indústria? Como solucionar ou evitar situações como estas?

  1. Otimize seus recursos e, ao mesmo tempo, forneça uma experiência positiva ao candidato. Encontre uma maneira simplificada de classificar os candidatos e descubra os potenciais talentos. Comece reavaliando suas perguntas decisivas para ajudá-lo a eliminar candidatos não qualificados. Direcione suas abordagens para conduzir a conversa inicial de forma clara e objetiva. Além disso, evite o problema do buraco negro do candidato, por exemplo para os candidatos reprovados, crie um modelo de resposta para enviá-los em 24 horas.
  2. Atuação estratégica. Ter os dados certos pode ajudá-lo drasticamente a tomar decisões para o seu negócio. O problema é que seus dados podem estar em vários lugares, e levará tempo para analisá-los e de fato gerar insights e ações. A primeira coisa a fazer é quebrar seu funil. Quais critérios seus candidatos não estão correspondendo? Analise as respostas dos profissionais da área, contabilize quantos estão sendo aprovados através de sua triagem, tenha uma visão clara dos padrões de reprovação destes candidatos e conduza o seu processo de forma assertiva e direcionada. A partir daí, unifique tais dados para que você possa entender e medir os pontos chave de cada área de atuação, segmento, mercado, senioridade e até mesmo localidade. Ao averiguar esses números você irá conduzir seus projetos de forma ativa e estratégica, apresentá-los com maior robustez para os candidatos em potencial e assim tomar decisões ágeis embasadas em dados que afetem positivamente seus resultados.
  3. Faça um recrutamento ativo. Você sabia que as empresas perdem até 89% dos candidatos em potencial devido a um processo de seleção prolongado? Não perca a sanidade ao perder os melhores talentos. Em média, os recrutadores passam 78.352 minutos (54,4 DIAS) ao telefone por ano. Isso é muito tempo que poderia ser gasto com foco em um trabalho mais estratégico. A resposta aqui é não deixar seu funil aumentar. Evite o recrutamento sazonal ao implementar uma abordagem sempre ativa (como em entrevistas proativas). Essa mentalidade de recrutamento ajudará você a direcionar seus recursos com mais eficiência.
  4. Brand awareness ou consciência de marca. Como atrair os melhores talentos? Sua marca deve ser reconhecida! Ganhar notoriedade, ser bem lembrada pelo público e diferenciada para o mercado. Na era dos conteúdos digitais, você precisa estar ativamente presente nas redes sociais, principalmente com conteúdos que transmitam a sua linguagem, propósito e cultura. Para isso, analise sua marca empregadora e a história que a sua marca está contando. A longo prazo isso irá te economizar tempo e dinheiro atraindo os melhores candidatos.
  5. Business de pessoas. Faça com que a automatização trabalhe para você e não contra você. É crucial ter o equilíbrio correto entre a tecnologia e o contato humano. Atividades como enviar um convite de agenda e respostas automáticas serão úteis na automatização de funções mais operacionais. Por outro lado, uma atividade que não deve ser automatizada seriam as próprias entrevistas, como situações em que o candidato grava um vídeo antecipadamente sem nenhuma interação com outra pessoa.

O RH precisa atuar de forma estratégica, participar das discussões do negócio e gerar resultados para as empresas. A resposta para isso não está nos índices de turnover ou no Burnout dos profissionais. Está na hora dos recrutadores enxergarem a capacidade consultiva de suas atuações, construindo estratégias que gerem valor agregado para seus stakeholders.

Compartilhe
Deixe seu comentário