Jorge Paulo Lemann, Manuella Curti, Guilherme Benchimol, André Street, Abílio Diniz, Rony Meisler, Rubens Menin e Geraldo Rufino são alguns nomes dos maiores empresários do Brasil que, com muita garra, esforço e dedicação, construíram algumas das nossas principais empresas.

Além do sucesso, o que será que eles têm comum? Seria possível identificar comportamentos semelhantes entre pessoas que chegaram ao topo? Eu acredito fortemente que sim.

Ao longo de anos atuando como Headhunter, entrevistando algumas centenas de executivos e conhecendo diversos empresários, pude perceber que algumas atitudes e comportamentos que se repetem entre aqueles que se destacaram.

Pensando e pesquisando mais sobre isso cheguei ao Do Zero ao Topo, um dos podcasts mais acessados do Brasil, apresentado pela Letícia Toledo. Em um dos seus episódios apresenta um bate-papo bem descontraído com Cristiane Correa, autora de livros que contam a história de alguns destes grandes empresários. Com muita propriedade elas discutiram essas características desses empresários de sucesso, que sintetizo abaixo em minhas palavras:

  • Capacidade de dizer não: todos precisaram, em um algum momento, abrir mão de coisas como descanso e lazer, como confraternizações com a família e viagens com os amigos.
  • Dedicação excepcional: Quem quer ter resultados excepcionais precisa ter uma dedicação excepcional. “Tem sempre quem me pergunta: ‘Esses empreendedores brasileiros que chegaram ao topo têm uma vida equilibrada?’ Eu respondo: ‘Você acha que um medalhista olímpico tem uma vida equilibrada?’” — provocou Cristiane durante o episódio.
  • Visão de longo prazo: Eles não focam no aqui e no agora, entendem que o mundo dos negócios é uma maratona e não uma corrida curta, então pensam e planejam no longo prazo.
  • Dinheiro é uma consequência do objetivo principal: Todos eles têm por trás um propósito de vida muito forte e o dinheiro é uma consequência do trabalho bem feito para o alcance desse propósito.
  • Focam na resolução dos problemas: Se um problema está ali ele precisa ser resolvido, independentemente de quem o gerou ou é o responsável por ele. Dedicar esforços para encontrar os donos do problema não levará a nada.
  • Assumem riscos calculados: Quanto maior o risco, maior o retorno, mas sempre mitigando e se precavendo quanto a estes riscos.
  • Focam na execução: Entendem que feito é melhor que perfeito, que planejar é importante, mas a execução é o grande diferencial.

Viu só? Diploma de Harvard ou dominar vários idiomas não estão nessa lista! Todos nós podemos chegar, em alguma medida, um pouco mais próximo do topo.

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