Trabalho, vida, gente. Três palavras que não fazem nenhum sentido se, de uma forma ou de outra, estiverem desconectadas do que realmente importa no final do dia: felicidade. É claro que este termo é cercado de mitos e a sua própria essência esconde muitas contradições, a começar pelo fato de que seu alcance na totalidade é praticamente impossível.

Aliás, saúde mental é algo tão individual, irredutível e subjetivo que não há nenhuma dúvida de que “somente” dinheiro, fama e sucesso profissional não são garantias de uma vida plena e feliz. Ok, mas, dito isso, onde entramos nessa história? É preciso te situar primeiro que estamos no mês da felicidade, cujo dia é comemorado oficialmente no dia 20 de março.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) chancelou a criação da data, que surgiu com o intuito de reconhecer o conceito de felicidade na vida das pessoas. Bom, parece até conto de fadas ou ingenuidade, mas não. Afinal, se distanciarmos de fato desta meta, mesmo que ela seja cercada de mitos e doses de realidade, qual seria então o sentido disso tudo?

De qualquer forma, a gente precisa saber onde estamos nesta mistura. Dados recentes do World Happiness Report dão conta de que o Brasil ocupa a 41º posição no ranking global de felicidade. Poxa, eu sei que você se decepcionou: “Mas o brasileiro não é o mais feliz do mundo?”. Sim, ouvi daqui. E não, não somos.

A capacidade de reduzir a pobreza, os impactos no meio ambiente e nas desigualdades são os três aspectos para uma vida feliz. Pelo menos é o que os cientistas, sociólogos, psiquiatras, psicólogos e antropólogos respaldados pela Organização das Nações Unidas (ONU) tomaram como referência.

Vamos recortar um pouco para a nossa realidade, que é a da felicidade corporativa. Oi? Como se felicidade corporativa e felicidade pessoal fossem desconectadas? É, falar de felicidade é falar de paradoxos, é preciso admitir. Mas o que importa é que, na Tailor, a gente confia que elas não são separadas, ou melhor, entendemos que é preciso juntar os dois mundos.

Voltando na pesquisa do World Happiness Report, o nosso país foi considerado o mais ansioso do mundo e o segundo com o maior número de pessoas com burnout, síndrome relacionada ao excesso de trabalho e estresse. O primeiro ponto de alerta aqui é: as empresas estão interessadas que o funcionário seja feliz? Ou pelo menos preocupadas com sua saúde mental?

Qual então a função de uma corporação que tem no “capital humano” sua força motriz e defende com unhas e dentes uma cultura organizacional empática por lidar, no final das contas, com o desejo dos profissionais de serem mais felizes? O ponto de dor é: legitimar este desejo. Profissionais são pessoas e ponto final.

Por aqui, nossa função é quebrar regras. Calma! Não falamos aqui de sermos menos profissionais ou que oferecemos mesa de sinuca – tampouco incentivamos bermuda e regata no escritório. Aliás, a diferença está em incentivar o bem estar dos colaboradores da nossa (e da sua empresa) com transparência na comunicação e oportunidade de diálogo, que valem muito mais. Este é certamente o primeiro passo para que melhores resultados sejam colhidos.

É fato que pessoas mais felizes, com feedbacks justos e tratamento humano te trarão mais retorno. Ser feliz por completo pode ser um mito, mas a empresa que você trabalha – pelo menos é o que incentivamos por aqui – pode e deve ser um ambiente que te abra campo para satisfações, tanto pessoais e profissionais. É preciso sentir sempre uma pontinha de tesão, com o perdão da palavra.

É notório que o trabalho, a responsabilidade, os micro gerenciamentos e tarefas, além de alguns efeitos colaterais da correria do dia a dia, farão sempre parte da rotina corporativa, seja sua empresa menos ou mais tradicional, disruptiva ou clássica. O ponto é: saber que não existe resposta para esta questão da felicidade já é um atestado de humanidade. Se você pensa nisso, como fazemos aqui, você já saiu na frente.

A propósito, esperar encontrar a felicidade plena da vida no trabalho é um desejo quase utópico, que normalmente gera um excesso de expectativa e, com isso, frustrações. Seu trabalho não precisa ser a Disney, nem uma espécie de lugar mágico. Assim como tudo na vida (e todas as relações), ele vai ter defeitos, dias ruins, imperfeições. Por outro lado, claro, também não pode ser o seu calvário. A média geral entre prós e contras tem que ser positiva.

A equação fecha quando te permite sorrir a maior parte do tempo, neste local onde você passa a maior parte do tempo. É por isso que, no Mês da Felicidade, a Tailor quer mesmo dar o exemplo fazendo uma pergunta sem medo de ser feliz, a você, profissional, e a você, nosso colaborador: Você é feliz no seu trabalho? Qualquer que seja sua resposta, ter conhecimento total dela te fará tomar melhores decisões daqui para frente. E de decisões de carreira a gente entende, e muito.

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