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Por um tempo, muita gente relutou. Seria possível, mesmo com a revolução digital, o apelo das redes sociais e as mudanças disruptivas dos formatos de trabalho, manter a separação entre vida pessoal e profissional?

Muitos tentaram e, talvez, tenham ficado um pouco à margem das novas tendências. Não que haja problema nisso, mas o ponto aqui é outro.

Depois que todos passamos a produzir conteúdo e, de alguma forma, patrocinarmos nossas causas, opiniões e gostos, as redes sociais nunca mais deixaram com que separássemos (ao menos por completo) nosso lado profissional do pessoal.

Novas responsabilidades desta exposição vieram com alguns benefícios, claro. A questão é que a forma com que conduzimos nossas relações profissionais, que antes de tudo são pessoais — afinal, lidamos com gente o tempo todo —, nos levou à necessidade de outro nível de posicionamento.

Em uma empresa de recrutamento executivo como a Tailor, onde lidamos com grandes players da indústria e do meio corporativo, a nossa visão do profissional como um todo – ou seja, como pessoa que conduz não só sua carreira, mas conecta seu estilo de vida a ela – teve que ser remodelada. E, na verdade, este é um processo em constante transformação.

Acreditamos, sem demagogia, que propósito (e não falamos aqui no sentido romântico) deve estar alinhado com a capacidade técnica e qualitativa do profissional. Não dá mais para separar o ser humano e o indivíduo de sua condição de condutor da marca de uma corporação. Mesmo que ele ache que não esteja fazendo isso.

Não é que tudo precise se fundir sempre e ainda há limites (aceitáveis e necessários) entre vida privada e profissional. Mas, certamente, a forma como você administra a sua marca pessoal, principalmente quando lida com cargos de alta responsabilidade e liderança, vai dizer muito sobre sua carreira — e vice-versa.

Na Tailor, a gente sabe que toda esta análise é complexa e não nos achamos donos da verdade para responder todas as perguntas, mas uma coisa é certa: no final do dia, o cargo, a empresa e tudo que vem disso são uma construção integrada feita por um único elemento — GENTE.

Voltamos no começo e deixamos mais perguntas do que respostas desta vez: será que ainda dá para separar carreira e vida pessoal?

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