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Por que o CEO não pode mais ignorar o LinkedIn: 4 insights nobre o novo jogo de influência na alta gestão

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A relação dos líderes brasileiros com o LinkedIn mudou radicalmente nos últimos anos. O que antes era visto apenas como um “depósito digital de currículos” transformou-se em uma vitrine estratégica que a alta gestão não pode mais negligenciar. A marca pessoal executiva deixou de ser opcional e passou a ser um diferencial competitivo essencial para CEOs e líderes C-Level.

Em recente entrevista à Veja, Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn na América Latina, trouxe insights valiosos que validam uma tendência observada no mercado: a presença digital dos executivos tornou-se tão importante quanto suas decisões dentro das organizações. Mas o que exatamente mudou? E por que os CEOs que resistiam à plataforma agora investem ativamente em visibilidade?

Neste artigo, exploramos as quatro principais transformações que fizeram do LinkedIn um canal de comunicação primário para a alta gestão e revelamos o que sua liderança precisa fazer para criar uma estratégia de qualidade.

De depósito de currículos a canal estratégico de comunicação

A primeira grande mudança no LinkedIn foi comportamental. O uso da plataforma migrou de um foco passivo, voltado principalmente para a busca de emprego, para a construção ativa de conhecimento, networking estratégico e fortalecimento de marca pessoal.

Os executivos compreenderam que o LinkedIn não é mais apenas um lugar onde profissionais procuram oportunidades, mas sim um ecossistema completo de negócios. É onde decisões de compra são influenciadas, parcerias são formadas, talentos são atraídos e reputações são construídas ou destruídas.

Essa transformação reflete uma mudança cultural mais ampla: a liderança moderna precisa ser acessível, comunicativa e presente nos espaços digitais onde seus stakeholders estão. O LinkedIn se tornou esse espaço por excelência, funcionando como uma ponte direta entre executivos, colaboradores, investidores, clientes e o mercado em geral.

Visibilidade como requisito de liderança (Não como opção)

Um dos sinais mais claros dessa transformação é o surgimento de um cargo que seria impensável há alguns anos: Criador de Conteúdo para CEO. Hoje, é cada vez mais comum encontrar profissionais dedicados exclusivamente a construir e gerenciar a presença digital de executivos nas redes sociais, especialmente no LinkedIn.

Por que isso acontece? Porque a influência virou um KPI da liderança. Os executivos estão ativamente preocupados em serem mais visíveis e reconhecidos, não por vaidade, mas por estratégia. A visibilidade digital de um CEO impacta diretamente:

  • A atração e retenção de talentos (profissionais querem trabalhar para líderes inspiradores)
  • A percepção de marca da empresa (o CEO é frequentemente o rosto da organização)
  • As oportunidades de negócios (networking estratégico acontece na plataforma)
  • A confiança de investidores e stakeholders (transparência gera credibilidade)

Nesse contexto, estar ausente do LinkedIn tornou-se um risco reputacional. A pergunta mudou de “por que deveria estar no LinkedIn?” para “como posso estar melhor no LinkedIn?”

Qualidade vence volume: o diferencial da autenticidade

Com a democratização da criação de conteúdo, surge um desafio inevitável: se todos produzem conteúdo, qual é o verdadeiro diferencial?

A resposta, segundo Milton Beck, está na autenticidade e na qualidade. O algoritmo do LinkedIn, assim como a própria audiência, nivela para baixo conteúdo irrelevante, genérico ou que aborda áreas que o autor não domina verdadeiramente.

Para os executivos, isso significa que não basta apenas “estar presente” na plataforma. É preciso:

  • Compartilhar experiências reais: Cases, aprendizados e reflexões genuínas ressoam muito mais do que conteúdo motivacional vazio
  • Posicionar-se em temas relevantes: Falar sobre o que você realmente conhece e em que sua opinião agrega valor
  • Manter consistência: Presença esporádica não constrói influência, mas constância com qualidade sim
  • Ser humano: Mostrar vulnerabilidades, desafios e o lado real da liderança cria conexão verdadeira

O mercado está saturado de conteúdo genérico. Os executivos que se destacam são aqueles que trazem perspectivas únicas, baseadas em suas vivências e expertise reais. A autenticidade não pode ser terceirizada completamente, mesmo com apoio de criadores de conteúdo.

Transparência e expectativa: o CEO como comunicador oficial

Talvez a mudança mais significativa seja esta: os funcionários e o mercado desenvolveram uma expectativa crescente sobre o que seus executivos pensam. Não basta mais fazer comunicados internos fechados ou limitar-se a entrevistas para a imprensa tradicional.

Os anúncios estratégicos migraram para o LinkedIn. Grandes movimentos corporativos, posicionamentos sobre crises, visões sobre o futuro do setor, tudo isso agora é comunicado diretamente pelos CEOs em suas redes sociais, validando o LinkedIn como canal de comunicação primário.

Essa tendência traz benefícios claros:

  • Comunicação direta: Sem intermediários ou distorções, o CEO fala diretamente com seus públicos
  • Agilidade: Em tempos de crise ou oportunidade, a resposta pode ser imediata
  • Humanização da marca: Ver o líder se posicionar humaniza a empresa e fortalece a cultura
  • Transparência: Colaboradores e stakeholders valorizam líderes que se comunicam abertamente

Por outro lado, essa exposição exige maturidade digital e preparação. Cada post é um posicionamento público que pode ter repercussões significativas. Os executivos precisam equilibrar transparência com responsabilidade, autenticidade com profissionalismo.

Conclusão: A nova era da liderança digital

O LinkedIn deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade estratégica na rotina dos CEOs e da alta gestão. O executivo que acreditava que estar na plataforma era “coisa de quem busca emprego” hoje investe ativamente em visibilidade e construção de marca pessoal.

As razões são claras: a rede se tornou o principal canal de comunicação corporativa, onde reputações são construídas, talentos são atraídos, negócios são fechados e influência é medida. A marca pessoal executiva não é mais um diferencial, é um requisito.

Para líderes que desejam prosperar nesta nova realidade, o caminho passa por quatro pilares fundamentais: compreender o LinkedIn como ferramenta estratégica (não apenas social), investir em visibilidade consistente, priorizar qualidade e autenticidade sobre volume, e assumir o papel de comunicador transparente.

A pergunta não é mais se o CEO deve estar no LinkedIn, mas como ele pode usar a plataforma de forma estratégica para amplificar sua liderança, fortalecer sua organização e construir um legado de influência verdadeira.

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